Sinto-me cansada, com os olhos fatigados,
pesados de noites longas, de sonhos adiados,de tanto mirar o tempo, de tanto esperar sinais,
de tanto fingir firmeza quando já não posso mais.
Tentando enxergar ao longe o que não entendo aqui dentro,
um nó que não se desata, um labirinto sem centro,
procuro fora respostas que ecoam no meu peito,
mas o que grita em silêncio não aceita ser desfeito.
um nó que não se desata, um labirinto sem centro,
procuro fora respostas que ecoam no meu peito,
mas o que grita em silêncio não aceita ser desfeito.
O silêncio mata e cura, porque se isso morre em mim, dele estou curada,
é veneno e é remédio, é ferida cicatrizada,
é ausência que sufoca e também devolve o chão,
é perder-se no vazio pra reencontrar a mão.
é veneno e é remédio, é ferida cicatrizada,
é ausência que sufoca e também devolve o chão,
é perder-se no vazio pra reencontrar a mão.
O amor sem compreensão vira uma faca amolada,
brilha antes do corte, depois deixa a carne marcada,
não grita, não avisa, só ensina pela dor
que não há abrigo onde falta escuta e calor.
O que é isso que está diante de mim
— sombra, espelho ou fim?
brilha antes do corte, depois deixa a carne marcada,
não grita, não avisa, só ensina pela dor
que não há abrigo onde falta escuta e calor.
O que é isso que está diante de mim
— sombra, espelho ou fim?