Lyege, Natália, Gabriela, Andrea e Geralda. Laços de amizade que viraram irmandade. Gerlane, Alzira, Josefa, Anita e Maria de Lourdes. Raízes de onde brota o meu sangue.
Analice, Elzanir, Margarete, Cláudia e Kátia. Espelhos de conhecimento.
Rios de força, ternuras no meio de violências, flores que cultivo, jardins que me ornamentam.
Pedras naturais. Pedras preciosas. Joias. Bijuterias. Brincos. Colares. Aneis. Pulseiras. Pingentes. Ouro. Prata. Saúde. Teatro. Perfumes. Vidro. Garrafas de vidro coloridas. Garrafas antigas de perfume. Roupas. Sapatos. Bolsas. Viagens. Bons restaurantes. Boa comida simples. Coisas coloridas e transparentes. Vitrais. Ladrilhos. Cerâmica. Azulejos. Miçangas. Sinceridade. Honestidade. Resolver as coisas rápido. Gente de palavra. Contas pagas em dia. Tatuagens. Gatos. Comidas veganas. Rir de besteiras. Bolo de aniversário. Picolé de morango. Picolé de limão. Gelo. Animais em paz. Seres humanos em paz. Rio. Cachoeira . Verde. Turquesa. Azul. Arte. Céu estrelado. Coisas transparentes. Lua. Lilás. Forró. Organização. Casa arrumada. Estar em paz comigo. Terapia em dia . Fazer um estoque de remédios. Ervas. Oxum. Iemanjá. Iansã. Terços. Umbanda. Amigas. Família. Minha profissão. Tudo o que for cristalino.
Tem alguma coisa de magia nesse cariri quente. Um fractal de quem fui no Sertão interrompido da alma. Descobrir como amar na sequidão de quem sempre rala o joelho no caminho das pedras.
Reconheço a trinca no olhar de quem já viu essa paisagem e sentiu a escuridão dos ossos em período sombrio. A rachadura dos pés conhecem as rachaduras do solo, a dureza do espírito e a intrepidez dos homens. Tudo já é conhecido, como a feitiçaria de quem penou sob o sol e hoje paga com luz e suor cada centavo de maledicência.
Nas voltas do samsara nasci maresia, água doce, às vezes cristalina, na busca por ser ainda magia, mas algo melhor.